28.9.07

Aderí ao movimento:














este é o link pra baixar a música, e abaixo a letra e o video no youtube:

QUEM SERÁ QUE PEIDA
Versão livre da música de Chico Buarque feita por Lobão para o “Movimento Peidei”

Ó, quem será que peidar
que tire o cu da reta e não demore
com a mão amarela, se inocente
que sem prova concreta não dá pra pegar
e todos os trambiques irão te salvar
com todos os auxílios da presidência
e todo benefício da leniência
de todos os decretos que te aliviam
pois quem não tem vergonha quando chafurda
não entende o desespero de coisa alguma
pois quem não tem decoro, nem nunca terá
porque não dá castigo.

Ó quem será que peidar
que apague a luz dos aeroportos
pra debaixo do tapete todos os mortos
e vem gente me pedindo: relaxa e goza
colhendo os impostos para a mesada
na eterna incompetência do governante
impondo com orgulho a falcatrua
a dança do larápio que ganha a rua
enquanto que a gente a se perguntar
aonde é que a gente então vai parar
e se não tem remédio, pra que implorar
a quem não dá ouvido

Ó quem será que peidar
desfaça o flagrante dos mensaleiros
e faça um desagravo pros brasileiros
é só um feriado que a gente esquece
se benza duas vezes com a mão na massa
com a cara de enlevo ninguém vai notar
triplique o dinheiro pra olimpíada
com a cara de tacho que te consagra
no próximo vexame ninguém vai lembrar
não há merecimento nem nunca haverá
por que ninguém exige nem exigirá
tua cabeça a prêmio.

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27.9.07

Manu Chao - Me Llaman Calle



Me llaman Calle,
pisando baldosas,
la revoltosa
y tan perdida.
Me llaman Calle,
calle de noche,
calle de día.
Me llaman Calle,
hoy tan cansada,
hoy tan vacía,
como martinita por la gran ciudad.
Me llaman Calle,
me subo a tu coche,
me llaman Caye de malegría.
Calle dolida,
calle cansada de tanto amar.
Voy calle abajo,
voy calle arriba,
no me rebajo ni por la vida.
Me llaman Caye y ese es mi orgullo,
yo se que un día llegará,
yo se que un día vendrá mi suerte,
un día me vendrá a buscar
a la salida un hombre bueno
pa to la vida y sin pagar
mi corazón no es de alquila.
Me llaman Calle,
me llaman Calle
calle sufrida,
calle tristeza
de tanto amar.
Me llaman Calle
calle más calle.
Me llaman Calle
vas sin futuro
Me llaman Calle
va sin salida
Me llaman Calle
calle mas calle
la que mujeres dé la vida
suben pa bajo
bajan pa arriba
como martinica por la gran ciudad
Me llaman Calle
me llaman Calle
calle sufrida
calle tristeza de tanto amar
Me llaman Calle
calle mas calle
me llaman siempre e a qualquer hora
me llaman guapa siempre a dez horas
me llaman puta
tambien princesa
me llaman calle
es mi nobresa
Me llaman calle
calle sufrida
calle perdida
de tanto amar
me llaman calle
me llaman Calle
calle sufrida
calle tristeza
de tanto amar

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25.9.07

Produtos Improdutivos V- A saga continua...



Patinhos de Borracha - Irmãos Cara de Pau









No site Celebriducks você vai encontrar as mais diversas figuras em forma de... patinho de borracha.
Desde o Papa João Paulo II até Elvis Presley, tudo para animar o seu banho.



Pizza Cornetto













Isso é que eu chamo de enganar o estômago...



Toalha Cena de Crime











Anel de Divórcio











Sutil como um elefante numa loja de cristais...

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20.9.07

20 de setembro, um pouco de gauderismo pra homenagear a Revolução Farroupilha:















Bochincho

A um bochincho
certa feita,
Fui chegando
de curioso,
Que o vicio é que nem sarnoso,
nunca pára - nem se ajeita.
Baile de gente direita
Vi, de pronto, que não era,
Na noite de primavera
Gaguejava a voz dum tango
E eu sou louco por fandango
Que nem pinto por quirera.
Atei meu zaino - longito,
Num galho de guamirim,
Desde guri fui assim,
Não brinco nem facilito.
Em bruxas não acredito
'Pero - que las, las hay',
Sou da costa do Uruguai,
Meu velho pago querido
E por andar desprevenido
Há tanto guri sem pai.
No rancho de santa-fé,
De pau-a-pique barreado,
Num trancão de convidado
Me entreverei no banzé.
Chinaredo à bola-pé,
No ambiente fumacento,
Um candieiro, bem no centro,
Num lusco-fusco de aurora,
Pra quem chegava de fora
Pouco enxergava ali dentro!
Dei de mão numa tiangaça
Que me cruzou no costado
E já sai entreverado
Entre a poeira e a fumaça,
Oigalé china lindaça,
Morena de toda a crina,
Dessas da venta brasina,
Com cheiro de lechiguana
Que quando ergue uma pestana
Até a noite se ilumina.
Misto de diaba e de santa,
Com ares de quem é dona
E um gosto de temporona
Que traz água na garganta.
Eu me grudei na percanta
O mesmo que um carrapato
E o gaiteiro era um mulato
Que até dormindo tocava
E a gaita choramingava
Como namoro de gato!
A gaita velha gemia,
Ás vezes quase parava,
De repente se acordava
E num vanerão se perdia
E eu - contra a pele macia
Daquele corpo moreno,
Sentia o mundo pequeno,
Bombeando cheio de enlevo
Dois olhos - flores de trevo
Com respingos de sereno!
Mas o que é bom se termina-
Cumpriu-se o velho ditado,
Eu que dançava, embalado,
Nos braços doces da china
Escutei - de relancina,
Uma espécie de relincho,
Era o dono do bochincho,
Meio oitavado num canto,
Que me olhava - com espanto,
Mais sério do que um capincho!
E foi ele que se veio,
Pois era dele a pinguancha,
Bufando e abrindo cancha
Como dono de rodeio.
Quis me partir pelo meio
Num talonaço de adaga
Que - se me pega - me estraga,
Chegou levantar um cisco,
Mas não é a toa - chomisco!
Que sou de São Luiz Gonzaga!
Meio na volta do braço
Consegui tirar o talho
E quase que me atrapalho
Porque havia pouco espaço,
Mas senti o calor do aço
E o calor do aço arde,
Me levantei - sem alarde,
Por causa do desaforo
E soltei meu marca touro
Num medonho buenas-tarde!
Tenho visto coisa feia,
Tenho visto judiaria,
Mas ainda hoje me arrepia
Lembrar aquela peleia,
Talvez quem ouça - não creia,
Mas vi brotar no pescoço,
Do índio do berro grosso
Como uma cinta vermelha
E desde o beiço até a orelha
Ficou relampeando o osso!
O índio era um índio touro,
Mas até touro se ajoelha,
Cortado do beiço a orelha
Amontoou-se como um couro
E aquilo foi um estouro,
Daqueles que dava medo,
Espantou-se o chinaredo
E amigos - foi uma zoada,
Parecia até uma eguada
Disparando num varzedo!
Não há quem pinte o retrato
Dum bochincho - quando estoura,
Tinidos de adaga - espora
E gritos de desacato.
Berros de quarenta e quatro
De cada canto da sala
E a velha gaita baguala
Num vanerão pacholento,
Fazendo acompanhamento
Do turumbamba de bala!
É china que se escabela,
Redemoinhando na porta
E chiru da guampa torta
Que vem direito à janela,
Gritando - de toda guela,
Num berreiro alucinante,
Índio que não se garante,
Vendo sangue - se apavora
E se manda - campo fora,
Levando tudo por diante!
Sou crente na divindade,
Morro quando Deus quiser,
Mas amigos - se eu disser,
Até periga a verdade,
Naquela barbaridade,
De chínaredo fugindo,
De grito e bala zunindo,
O gaiteiro - alheio a tudo,
Tocava um xote clinudo,
Já quase meio dormindo!
E a coisa ia indo assim,
Balanceei a situação,-
Já quase sem munição,
Todos atirando em mim.
Qual ia ser o meu fim,
Me dei conta - de repente,
Não vou ficar pra semente,
Mas gosto de andar no mundo,
Me esperavam na do fundo,
Saí na Porta da frente...
E dali ganhei o mato,
Abaixo de tiroteio
E inda escutava o floreio
Da cordeona do mulato
E, pra encurtar o relato,
Me bandeei pra o outro lado,
Cruzei o Uruguai, a nado,
Que o meu zaino era um capincho
E a história desse bochincho
Faz parte do meu passado!
E a china ?
- essa pergunta me é feita
A cada vez que declamo
É uma coisa que reclamo
Porque não acho direita
Considero uma desfeita
Que compreender não consigo,
Eu, no medonho perigo
Duma situação brasina
Todos perguntam da china
E ninguém se importa comigo!
E a china - eu nunca mais vi
No meu gauderiar andejo,
Somente em sonhos a vejo
Em bárbaro frenesi.
Talvez ande - por aí,
No rodeio das alçadas,
Ou - talvez - nas madrugadas,
Seja uma estrela chirua
Dessas - que se banha nua
No espelho das aguadas!


Autoria: Jayme Caetano Braun
Publicado: Bota de garrão,Editora Sulina. 1979

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19.9.07

Produtos Improdutivos IV- A mente humana não tem limites...



Torradeira Lousa












SIM! Café na cama com uma mensagem edificante na torrada:

Hoje não tem poesia
Mas tem café, bolachas
Pão com manteiga.
Uma receita de bolo
Que era de minha avó,
Hoje não tem poesia,
Sobre a mesa, geléia, torradas macias
Toalha de antigo bordado encontra
O passado sobre a cadeira vazia.

Tonho França










Abridor de Caixa de Ceva











Capacho Engraçadinho









Trad: Oh! Merda! Você de novo não!

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17.9.07

Produtos Improdutivos III


Garfo para os Dedos - coma com a mão, mas coma com classe...













Chaveiro Salva-Vidas - "não encontramos o corpo, já as chaves..."













Grelha Pornográfica- pra assar o salsichão

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15.9.07

Próximo dia 28 de setembro a americana Madeleine Peyroux vai estar nos agraciando com a sua doce voz aqui em Porto Alegre no Bourboun Country.





Você já deve te-la ouvido na trilha sonora da novela Paraíso Tropical cantando Summerwind, ou então fazendo a versão da de Dancing me to the end of Love do Leonard Cohen.

Aqui esta ela cantando I´m All Right.





I'm all right
He made me laugh
He made me cry
He smoked his doggies in bed
But I'm all right
I'm all right
I've been lonely before
I asked the boy for a few kind words
He gave me a novel instead
But I'm all right
I'm all right
I've been lonely before
It's fine, it's OK
It was wrong either way
I just wanted to say
There isn't much fun when you're drinking wine
He got drunk, he fell down
He threw a few of my things around
But I'm all right
I'm all right
I've been lonely before

I'd like to believe healthy cigarettes
But I have to conceive that wherever you are
You're still driving my car
Sticks and stones break my bones
But tears don't leave any scars
So I'm all alright
I'm all alright
I've been lonely before

Mmm...
I'm all alright
I'm all alright
I'm all alright
Yeah
He played solitaire in bed
Used to blow bubbles in bed
He sang Christmas songs in bed


Estou Bem
Ele me fez sorrir
Ele me vez chorar
Fumou seus charutos na cama
Mas eu estou bem
Eu estou bem
Ja estive sozinha antes
Pedi ao rapaz por algumas palavras gentis
Ao invés disso ele me escreveu um romance
Mas estou bem
Eu estou bem
Já estive sozinha antes
Está tudo legal, esta tudo OK
Estava tudo errado de qualquer maneira
Eu só queria dizer
Que não é muito divertido quando você toma vinho
Fica bebado, cai
E joga minhas coisas longe
Mas estou bem
Eu estou bem
Já estive sozinha antes

Eu gostaria de creer em cigarros saudáveis
Mas tenho que conceber aquilo que voce é
Voce ainda dirige meu carro
Paus e pedras quebram meus ossos
Mas lagrimas não deixam cicatrizes
But tears don't leave any scars
Portanto estou bem
Eu estou bem
Já estive sozinha antes

Mmm...
Eu estou bem
Eu estou bem
Eu estou bem
Yeah
Ele tocava sozinho na cama
Ele costumava soprar bolas de sabão na cama
Ele cantava musicas natalinas na cama...


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14.9.07




Pra preencher sua plenitude,
Você precisa de um homem rude
Daqueles que nem quando você espirra
te deseja saúde.

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12.9.07

Um homem só passa a ser grande quando aceita sua mediocridade

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10.9.07

Não olhe agora mas...



não tem ninguém olhando.

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6.9.07

Homenagem ao tenor Lucianno Pavarotti falecido aos 71 anos

Miss Sarajevo com U2


Existe um tempo para ficar distante
Um tempo para inverter seu olhar
Existe um tempo para baixar a cabeça
Para ir em frente com seu dia
Existe um tempo para usar batom e maquiagem
Um tempo para cortar o cabelo
Um tempo para compras na avenida
Para encontrar o vestido certo para se usar
Lá vem ela
Os olhares são dela
Lá vem ela
Para receber a coroa
Existe um tempo para correr para os abrigos
Um tempo para beijos e confissões
Existe um tempo para cores diferentes
Nomes diferentes, você sente dificuldade em soletrá-los
Existe um tempo para primeira comunhão
Um tempo para o EAST 17
Existe um tempo para virar para Meca
Existe um tempo para ser uma bela rainha
Lá vem ela
A mais bela recebendo a coroa
Lá vem ela
Surreal em sua coroa
Você diz que o rio
Encontra seu caminho para o mar
E assim como o rio
Você virá para mim
Além das fronteiras
E dos desertos
Você diz que, como o rio
Semelhante ao rio
O amor virá
Amor
E eu não consigo mais rezar de forma alguma
E eu não consigo mais acreditar no amor de forma alguma
E eu não consigo mais esperar pelo amor de forma alguma
Existe uma época para usar fitas de amarrar cabelo
Um tempo para árvores de Natal
Existe um tempo para arrumar a mesa
Quando a noite está bastante fria



Miss Sarajevo
Is there a time for keeping your distance
A time to turn your eyes away
Is there a time for keeping your head down
For getting on with your day

Is there a time for kohl and lipstick
A time for cutting hair
Is there a time for high street shopping
To find the right dress to wear

Here she comes
Heads turn around
Here she comes
To take her crown

Is there a time to run for cover
A time for kiss and tell
Is there a time for different colours
Different names you find it hard to spell

Is there a time for first communion
A time for east 17
Is there a time to turn to mecca
Is there time to be a beauty queen

Here she comes
Beauty plays the clown
Here she comes
Surreal in her crown

Dici che il fiume
Trova la via al mare
E come il fiume
Giungerai a me
Oltre I confini
E le terre assetate
Dici che come fiume
Come fiume...
Lamore giunger
Lamore...
E non so pi pregare
E nellamore non so pi sperare
E quellamore non so pi aspettare

( its said that a river
Finds the way to the sea
And like the river
You shall come to me
Beyond the borders
And the thirsty lands
You say that as a river
Like a river...
Love shall come
Love...
And Im not able to pray anymore
And I cannot hope in love anymore
And I cannot wait for love anymore)

Is there a time for tying ribbons
A time for christmas trees
Is there a time for laying tables
And the night is set to freeze

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Produtos Improdutivos II- o retorno (continuo querendo...)



Porta Toalha Cuzinho do Gato










Sacola e Frasqueira Raio X














Camiseta Inflável

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Brasil!
Mostra a tua cara!


...pra quê tanto botox??

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5.9.07

Produtos Improdutivos (mas eu quero!)

Porta Facas Voodoo













Travesseiro de Conchinha
(quando inventarem algo pra levar o lixo pra rua, tamo lascado...)













Cinzeirinho Crítico

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