29.4.07

O Descender Acedente















Vilela pegou gentilmente o filho no colo e lhe trouxe ao alcance dos olhos a cena tétrica. Prendendo o pequenino rosto pelas bochechas rosadas em suas imensas mãos, comandou:

- Menino, olha o morto!

A criança cerrou forte as pequenas pálpebras como se apertando-as mais, menos pudesse ver o corpo inerte de seu avô no ataúde. E lá, na escuridão de seu terror, o grito insano de seu pai reverberava:

- Abra esses olhos e olha o morto!

Os demais familiares presentes no velório, atônitos, correram ao auxilio do menino que chorava de medo.

- Me deixem! Me soltem! Olha o morto guri!

Vilela defendia-se com as pernas do filho enquanto lhe apertava ainda mais o rosto. A excruciante dor fez com que o menino abrisse finalmente os olhos e encarasse o rosto do morto.
Foi quando parou de gritar, e ficou estático tal qual boneco de cera. O pai lhe sacudia o corpo em repelões bruscos, fazendo com que a mão que lhe prendia a face, resvalasse pelas lágrimas.

- Viu só? Viu?

Conseguiram finalmente lhe agarrar pelo pescoço, e arrancar a criança de seus braços. Mais cinco parentes foram necessários para tirar o atormentado Vilela da sala.

- Me larguem, me larguem! Meu pai morreu!

Seguiu-se então o silencio constrangedor que sempre acompanha um escândalo familiar. A criança permaneceu parada no mesmo lugar onde fora deixada. De pé, observava o corpo tendo no olhar uma incompreensão estática. Foi finalmente acudida por uma tia amorosa, que lhe pegou no colo e a retirou do velório:

- Vêm meu amor, vem com a tia. Pessoas amadas são sempre perdas sentidas.

São revelações pagas ao preço de um trauma.
Um trauma que se passa de geração a geração...

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21.4.07
















O Amor: promessa e Dúvida

Marcia Tiburi



Amor é uma palavra que precisamos hoje usar com cuidado. Para os poetas é uma palavra bonita, para os conquistadores sexuais ou religiosos, é estratégica. De outro lado, é sincera tanto quanto é confusa, para muitos amantes que, adolescentes ou maduros, se perdem em suas promessas. Não há amor sem promessa de felicidade, já dizia Sthendal, escritor do século XIX. Amantes são aqueles que vivem em nome do amor, que o praticam à procura de um ideal de felicidade que só o amor parece realizar. Quem acredita nisto pode bem ser chamado de romântico.
Para os descrentes, porém, os que desistiram de amar, amor não passa de uma palavra em desuso. Algo nela pode soar a pieguice ou sentimentalismo. Melhor deixá-la de lado, pensa o decepcionado. Mera máscara sem rosto, rememoração do ressentimento de não se ter mais a realização da promessa na qual acreditara, o amor, para muitos, está fora da ordem. E, por isso, fora de moda e mesmo algo banal.


AMAR O AMOR, DUVIDAR DO AMOR

Além daquele que olha o amor com a dor que lhe restou há alguém que ainda crê no amor, ainda que seja seu crítico. Talvez o amor não tenha sido a parte feliz de sua sina e é melhor analisá-lo racionalmente como qualquer objeto. Nele pesa a voz de ilusão do amor interna a uma promessa ideal. Algo que faz duvidar dele. Ainda que ao duvidar se esteja buscando chegar, de algum modo, perto do amor. Só a dúvida poderia nos levar a ter esperança de, algum dia, chegar à certeza. O que há de mais certo sobre o amor, é, todavia, que ele é plenamente incerto. Mesmo assim pensar nele é uma prazer mais que romântico.

Neste caso, como palavra, o amor é menos substantivo e mais verbo. Intransitivo, o que simplesmente é e não se conjuga, como no título do romance escrito em 1923 por Mário de Andrade “Amar, verbo intransitivo”. Ama-se o amor, mais do que alguém que amar. Quer-se amar, amar é preciso, mais do que saber o que é o amor. Definir o amor é o que menos importa. Neste título, porém, há uma definição do amor, a de que ele é um sentimento que se vive, não importa quando, nem onde, nem em relação a quê.

Talvez o amor sobre o qual tanto falamos esteja hoje longe de nós à medida que confundimos a riqueza da expressão amor com a paixão. Falta-nos atenção ao amor quando o confundimos com a simples paixão que é o desejo autoritário e desenfreado por alguma coisa ou pessoa. É como se o amor fosse algo que nos toma e que não podemos compreender, quando muito ter sorte com ele, ou aceitar o sofrimento, a dor com cuja rima já não podemos deixar de vê-lo.


AMOR PLATÔNICO

O amor está presente no nascimento da filosofia. No período clássico da Grécia antiga, o amor é uma das questões mais importantes. Podemos dizer que a filosofia começa com a descoberta do amor. O amor é o que nos faz pensar. Na base do amor está o espanto, o encantamento. Para os filósofos antigos, o amor não é uma palavra complexa, mas três: eros, philia, ágape. Cada uma delas tenta designar um sentimento que é bem maior que a palavra com a qual é expresso. O sentimento nunca é simples, a palavra que o batiza também não.

Eros é o amor como desejo. Na obra de Platão trata-se de um sentimento que compõe a própria filosofia, o modo como se pode pensar. Não apenas desejo do belo, do corpo de outro, anseio de alegrias carnais, mas, sobretudo, é o sentimento que compõe o desejo de saber o que está para além do corpo. Quando se ama alguém, do ponto de vista platônico, se ama o que está além do que se vê. Se ama, inclusive, o que não se vê. Por isso, a curiosa expressão “amor platônico” tem uso corrente em nosso vocabulário. Com ela procuramos expressar o amor que vive de ser teoria sobre si mesmo. Ele se auto-alimenta. É uma espécie de amar como verbo intransitivo. Um amor sem prática, pura admiração, pura contemplação. Contemplação, ver algo, é o termo pelo qual se traduz a palavra “teoria”. Podemos dizer que o amor platônico é um amor teórico, um amor que se compraz em ver, olhar, pensar no que se vê. O que se vê, porém, não corresponde ao olho do corpo, mas ao olho da alma.


ALÉM DO AMOR


“Filia” significa amizade. Filosofia (Philia+Sophia) é uma espécie de amizade pela sabedoria. A amizade é próxima do desejo, pois ambos querem chegar os memso lugar que é o bem. Apenas é um pouco diferente de Eros, pois na Philia a racionalidade exerce sua força. Ela designa um passo além do desejo enquanto este é fortemente platônico e contemplativo. Na amizade constitui-se um laço que vai além do contemplativo ainda que dele precise, que ele permaneça em sua base.

De um amigo queremos ficar perto por admiração e respeito. Ao mesmo tempo a amizade envolve a noção de companheirismo, de estar junto do outro. O amigo é o que se une ao outro em nome de algo comum. Quando a palavra filosofia foi forjada no século V a.C. na escola pitagórica, ela se referia ao grupo de filósofos reunidos na prática de uma vida contemplativa, uma vida em nome da sabedoria. A filosofia era uma prática de vida que se realizava entre amigos.

Ágape era o amor que se tinha por tudo o que existia. Era o amor desinteressado, o amor pela vida. Sobretudo, Ágape define uma amor pela natureza, é o amor altruísta. Amor que envolve uma determinada compreensão do mundo como morada do humano dentro do cosmos, como ordem da natureza e da cultura. Os gregos acreditaram no amor como uma potência essencial a tudo o que existia, assim como o cristianismo primordial. Como poderíamos hoje retirar o amor da banalização à qual foi lançado e restituir seu sentido maior, aquele que leva à liberdade humana? A resposta a esta pergunta exige o próprio amor.





Publicado na Revista Vida Simples. Outubro de 2006. Ed. 46. P. 56-57

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Júpiter Maçã- Não há amor na sua Alma


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14.4.07

Uma Longa Noite















O jovem Alencar entra em casa.
Deposita sua pasta em cima de uma cadeira ao lado da porta, e passa a mão pelos cabelos espantando o cansaço do dia.



Tira os sapatos calçando-os pelos calcanhares e deseja para a esposa:
- Boa noite querida!
- Oi meu amor. – ela beija com autentica alegria a face do marido - Como foi seu dia?
- Periclitante... O pessoal da repartição anda me enlouquecendo... Sabe o Valmor, aquele meu colega da mesa da direita, magro que nem palito?
- Não, não lembro.
- Aquele com cara de idiota, que tem um cavanhaque, e vive assoviando Detalhes do Roberto Carlos?
- Ah sei!
- Pois o cretino fez ontem uma sessão de hipnose regressiva. Descobriu que na sua encarnação passada era Rasputim. O conselheiro esquisito de um daqueles czares russos. Nicolau - não sei das quantas...
- Segundo... Nicolau II. Puxa, acho que você vai ter que desistir da idéia de envenenar o cafézinho dele.
- Nem brinca com isso mulher... A promoção de coordenador do setor vai mesmo ficar com o imbecil.
- Oh querido, sinto muito.
- E aqueles nossos planos de encomendar um herdeiro, terão que ficar para mais tarde.
- Hãn... Tudo bem. Quem sabe tu não vai tomar um banho, esquece um pouco este negócio de promoção?
Alencar concorda. Afrouxa o nó da gravata, e se dirige ao banheiro.


*




Isabel havia preparado um suntuoso jantar. Três pratos quentes, salada e vinho chileno. Alencar admirou a mesa por um instante, e perguntou com certo estranhamento:
- Credo, vamos ter visitas?
- Não. Eu queria fazer algo diferente. Algo para nós dois.
- É muita comida Belzinha. Assim vamos ficar o resto da semana comendo risoto.
Isabel se irrita com a insensibilidade do marido e o fulmina com um olhar reprovador. Alencar dando-se conta da mancada, disfarça:
- ...mas o cheiro está mesmo ótimo. Por favor, me serve?
Com o ódio amainado pelo indelével elogio, Isabel serve o marido que se põe a comer. Isabel detesta ouvir os ruídos da mastigação do marido. Busca então entabular uma conversa qualquer para encobrir aquele som grotesco:
- Querido? Você às vezes não se cansa desta rotina?
- Rotina? Quê rotina?
- Essa rotina... sei lá... O trabalho.
- Isabel! Trabalho não é rotina. Trabalho é trabalho. Veja bem, agente come, bebe, sempre urina, mas só às vezes defeca... Você trabalha, trabalha, mas só às vezes recebe. Uma vez por mês se Deus quiser. O que se faz nesse meio tempo não é rotina. É viver! Agora, se você me perguntar se eu me canso da vida? É claro que eu me canso! Se eu acho que ela poderia ser melhor? Não! Tenho certeza que não. Se você esta insatisfeita agora, vai estar insatisfeita sempre. Esteja sentada nesta cadeira dura, presa nesta cidade estúpida, esteja deitada num gigantesco iate atracado em Mônaco, conversando sobre marcas de caviar com o príncipe Rainier. Acho que a insatisfação é uma doença... Talvez a doença mais triste que exista. É realmente periclitante...
- Eu sei... Mas é que às vezes tudo me parece tão igual. Você consegue distinguir um dia do outro?
- E para que eu faria isso?
- Ah... Esquece Alencar. Cada dia que passa você mais se parece com um funcionário público.
Alencar boceja, ignorando a provocação da mulher. Toma mais um gole de vinho:
- Estou morrendo de sono. Amanhã vou ter um dia horrível. Aliás, amanhã você vai falar com o homem dos móveis?
- Vou. Estou pensando em marfim para a mesa de jantar. O que você acha?
Ele brincando com um feijão responde distraidamente com um murmúrio:
- Não sei... Pode ser.


**


Alencar acorda. Numa pequena nesga da janela mal fechada a luz penetra. Está com uma leve pontada de dor de cabeça, o que lhe faz duvidar que o vinho bebido na noite anterior fosse realmente chileno. Ele sente um grande volume deitado ao seu lado afundando o colchão. Com espanto, Alencar percebe que sua sogra, dona Agnes, está dormindo na sua cama. Considera o ímpeto de acordá-la, e acha melhor sair dali com movimentos sorrateiramente felinos.
Vaga pela casa procurando por Isabel se perguntando: - O que será que essa velha esta fazendo na minha casa? Ou melhor, o que será que a minha sogra faz, dormindo na minha cama?
Ele encontra Isabel no banheiro escovando os dentes e se olhando no espelho.
- Isabel, o quê diabos a tua mãe ta fazendo dormindo ao meu lado na cama?
Ela se vira assustada.
Dá um grito e desmaia... Cai direto, sem escalas, no azulejo do banheiro.


***


Alencar tenta acordar a mulher jogando um pouco de água da torneira da pia no seu rosto. Procura levantar o corpo inerte. A sogra aparece na porta do banheiro assustada e pergunta:
- O que houve? AI MEU DEUS!
- Calma Dona Agnes, por favor, me ajuda a levantar sua filha.
A velha olha para ele com espanto e retruca:
- Ta louco Alencar?
Alencar ignora a sandice da sogra e com a ajuda dela consegue finalmente sentar Isabel no vaso sanitário. Aos poucos ela começa a recobrar a consciência.
Enquanto Alencar abana a esposa, tenta ignorar a ladainha da velha no seu ouvido.
- Mas então quer dizer, que o bonito aí resolveu acordar?
- Dona Agnes, eu só tenho que trabalhar às nove horas.
- Tinha. Alencar, tinha... Você foi demitido!
- Olha... Dona Agnes porque a senhora não me ajuda e pega um pouco de sal na cozinha pra acordar a Isabel?
A jovem desperta e abraça Alencar:
- Papai! Papai!
-Isabel! O quê que houve? Você bateu a cabeça? Não é o teu pai... Sou eu, o Alencar... O teu marido.
A jovem olha com estranhamento para a mãe:
- Mamãe?
Ele sente novamente uma pontada de dor de cabeça.
- Isabel, porque você levou esse susto? Eu só queria saber o que a tua mãe ta fazendo aqui em casa? Acordei com ela deitada ao meu lado na cama.
A velha tem um surto de raiva e grita:
- ALENCAR SEU IDIOTA! EU SOU A ISABEL! A minha mãe já morreu faz tempo.
- Ta maluca Dona Agnes?
- Pára de me chamar assim. Eu sou a Isabel. Essa que esta aí sentada no vaso é a Cleci. A tua filha.
- Isabel, Cleci... Peraí que eu não to entendendo.
- Papai, você dormiu por vinte e dois anos!
- Mas que palhaçada é essa de vinte e dois anos? Que piada mais sem graça...
- Alencar, hoje é 26 de outubro...
- ...de 2005.
Alencar se olha no espelho.
Incrédulo, vê que a sua imagem refletida está subitamente envelhecida.


****


Desesperado, Alencar lava o rosto na pia tentando em vão acordar de um suposto pesadelo.
- Eu não acredito, não acredito... Como que isso foi acontecer?
- Não sei. Você simplesmente não acordou mais. Eu te sacudi, te chamei, pensei até que estava morto. Entrei em desespero, procurei vários médicos...
- E o que eles disseram?
- Que você estava dormindo. Todos foram unânimes no diagnóstico. Sua atividade cerebral era a mesma de uma pessoa em repouso.
- Mas isso não é possível. Não por vinte e dois anos.
- Papai, você precisa se acalmar.
- E você, quem é?
- Já te falei Alencar, ela é a Cleci! A tua filha!
- Mas eu não tenho filha alguma...
- Não tinha Alencar... Eu só não te falei para não te preocupar. Na época em que você apagou, eu estava grávida de 6 semanas.
- Ah não, não, nãããão!
Alencar chora convulsivamente.
- Uma vida desperdiçada! Como posso ter passado minha vida inteira dormindo?
- Olha... Eu bem que tentei te acordar. Eu te sacudi, te dei tapa na cara, coloquei música alta... Até com cigarro eu te queimei.
Alencar para de chorar:
- Pô Isabel! Com cigarro?
- Você estava roncando muito alto, e eu queria dormir....
- Mas que situação peri-clitante.
- Ah outra coisa, PELOAMORDEDEUS para com essa mania de falar peri-clitante!
- Mas Isabel, você nunca reclamou.
- Isso foi nos primeiros anos de casado.
- Mas eu passei o resto do tempo dormindo...
- Pior ainda! Me deixou sozinha criando a Cleci.
- Mas eu não te deixei. Eu estava bem aqui. No quarto dormindo! DORMINDO! Não foi uma opção minha. Nem sei porque acordei. Podia muito bem continuar dormindo... Dormir até morrer sem acordar nesse pesadelo. Pra falar a verdade, estou ainda com sono...
- Ah não! Nem pensar! Chega de dormir. Você tem vinte anos de serviços não prestados para colocar em dia.
- Como assim?
- Tarefas de marido ué. Você sabe muito bem: furar parede, arrumar pé de cadeira, trocar lâmpada, isso sem falar de outras cositas...
- Mas eu estou doente!
- Olha Alencar você não me parece nem um pouco doente. E você Cleci, vai terminar de se arrumar, já esta atrasada para a aula.
- Eu fui mesmo demitido Isabel?
- Claro! Por abandono de emprego. Eu até tentei te transferir para a repartição e deixar você dormindo por lá, mas a cama não passou pela porta.
- Isabel, eu te juro que vou recuperar tudo que perdi! O emprego, a educação de minha filha, inclusive o meu tempo de vida! Vou viver vinte anos, nesses poucos que ainda me restam!
- Então me beija Alencar! Beije-me e vamos fazer amor por três dias consecutivos...
- Ta maluca? Antes eu tenho que me acostumar.
- Acostumar com o quê Alencar? Eu estive casta por todo esse tempo.
- Sério?
- O que você queria? Que eu trouxesse alguém pra dentro de casa pra transar ao lado do meu marido dormindo? Pô Alencar até suruba tem limite!
- Isabel me desculpe mas não vai dar... Você está tão parecida com a dona Agnes...
- Ó Alencar, liga pra farmácia e pede pra entregarem aqui uma cartela de Viagra.
- Viagra?
- É. Vou te dar umas aulinhas de recuperação, bem vindo ao século 21.

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5.4.07


Buenas,

Assisti neste final de semana o filme que assim com Sin City foi baseado nos quadrinhos de Frank Miller- 300 de Esparta.
Oigalê que sangüera!
Na saída do cinema dei ainda uma conferida na roupa pra ver se não tinha respingado em mim. A história é sobre a batalha do desfiladeiro de Termópilas ocorrida em 480 A.C., quando o rei espartano Leonidas e sua guarda pessoal de 300 homens e mais alguns mercenários, enfrentaram o grandioso exército persa (dizem que de mais de 1 milhão de homens) do pseudo-emo rei Xérxes -Rodrigo Santoro, que neste filme está irreconhecível. O filme todo possui um acabamento digital impecável além de ser completamente rodado com fundo azul e os cenários colocados posteriormente. Além disso, a voz dos atores foi alterada digitalmente, mas todas estas elucubrações não conseguem tirar do filme aquele ar de Deja Vu... Em 300, você vai assistir a todos aqueles chavões épicos de sempre; o narrador ao fundo engrandecendo os feitos heróicos, o herói que vai enfrentar uma luta injusta por seus ideais aceitando seu fatídico destino... Mas convenhamos que 300 é um filme bom. Ainda mais depois de algumas sofríveis adaptações dos quadrinhos como o Motoqueiro Fantasma e o Quarteto Fantástico. 300 fica no lucro... Mostra uma cultura espartana totalmente voltada para a guerra, cabeças decapitadas ao som de guitarras, chuvas de flechas, golpes de espada. Ou seja 300 é um filme de machão.
Coce o saco, ponha um palito na boca diga pra muié que hoje vocês vão assistir a um filme com o Rodrigo Santoro, e vá bem feliz ao cinema.

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3.4.07

Simpatia contra antipatia

Pegue uma imagem de Santo Onofre o eremita
E em frente ao espelho repita:
- Eu sou um cara legal, eu sou mesmo especial.
Quinze vezes antes de dormir
Não se esqueça de sorrir
Pegue então o santo amigo
E o enrole na revista Contigo!
Repetindo estas palavras:
- Santo Onofre camarada, me ajude nessa empreitada
Me faça ser popular, e eu te tiro desta embrulhada
Deposite o pacote no sofá em frente a TV
E deixe o Santo Onofre assistindo ao BBB.
Acredite meu amigo
Um dia você chega lá
Pois o saco do santinho,
em breve há de estourar...

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